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Apaixonada por educar: conheça a trajetória da Professora Luana

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“Tenho vários sonhos em relação a Educação”

A mais velha dos quatro filhos de Jorge e Glória, Luana, 26 anos, é educadora no Pró Saber SP desde 2013.

Nasceu e foi criada na comunidade de Paraisópolis. Quando pequena, devido a falta de vagas na educação infantil, ficava em uma escolinha, onde é hoje a atual União de Moradores.

Parte do Ensino Fundamental, cursou na Escola Prof. Paulo Freire, numa época em que a escola era toda feita de lata – política emergencial adotada pelo governo municipal no final dos anos 90. “Eu lembro que as salas de aula eram muito quentes!”, recorda Luana.

A partir da 5ª série, mudou de escola e tem boas recordações de quando era estudante. Apesar de sua mãe não ter conseguido ir para a escola quando criança e o pai ter concluído os estudos até o ensino fundamental, a educação dos filhos sempre foi acompanhada bem de perto pelos dois. “Fiquei muitas vezes de castigo até aprender a tabuada”, diz Luana rindo e conclui “de certa forma, isso foi um dos fatores que me incentivaram a me tornar professora, pois eu queria fazer com que a educação fosse menos “dolorosa” para as crianças”.

Paralelamente a escola, Luana frequentava a organização social Casa da Amizade, fundada por Mônica Mation.

“A Casa da Amizade teve um papel fundamental na minha vida, pois eu ia nas oficinas todos os finais de semana. De aluna, virei voluntária e hoje leciono em um curso de orientação a gestantes”. Luana não tem filhos, mas sempre acompanhou atenta as aulas para gestantes. Era tão dedicada que, quando a médica responsável pelas aulas precisou se ausentar, passou a dar aulas em seu lugar. “Hoje sou voluntária na Casa da Amizade, pois é uma forma de retribuir tudo o que aprendi e ficar próxima da comunidade”.

O primeiro emprego, aos 15 anos, foi em uma escola. Eram vários os sinais de que Luana seguiria a carreira na Educação. O último “empurrãozinho” foi dado por Mônica, que a incentivou a prestar o vestibular para o curso de Pedagogia.

No começo, não foi fácil, pois Luana teve de enfrentar o descompasso entre a teoria e a prática em sala de aula “Ninguém entra na faculdade querendo ser um professor ruim, temos milhares de sonhos. Mas foi difícil me deparar com a situação da escola pública, dessa vez como profissional na área. Depois que entrei no Pró-Saber SP descobri que seria possível, sim, desenvolver o que aprendi na faculdade. A coordenação teve um papel muito importante no sentido de me orientar e me permitir aprender errando”.

Atualmente, Luana é educadora no programa Espaço de Protagonismo Social, onde esta à frente de um grupo de adolescentes “Adoro trabalhar com os adolescentes, pois eles são bastante animados. Gosto de ouví-los e de entendê-los. Para trabalhar com adolescentes precisamos saber argumentar, ouvir e estarmos dispostos a aprender diariamente”.

E os planos para o futuro? “Quero publicar em revistas na área de Educação e me tornar coordenadora pedagógica. Quando entrei no Pró-Saber SP percebi o quando uma boa coordenação pedagógica faz a diferença no trabalho que os professores realizam”.

As histórias do vídeo Da Porta Para Dentro

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Os convidados do vídeo Da Porta Para Dentro

Os convidados e participantes do vídeo Da Porta Para Dentro, Antônio, Márcia, Maria Lúcia e Cristiane

Lançamos no dia 29 de junho o vídeo Da Porta Para Dentro, que conta um pouco das histórias de vida que entrelaçaram-se aqui, no Pró-Saber SP.

O Pró-Saber SP nasceu em 2003, fruto do sonho da Maria Cecília, em promover oportunidades iguais, na área da Educação, para as crianças de Paraisópolis, e esse virou um sonho coletivo.

D. Maria Lúcia, a primeira personagem do vídeo, é mãe de três filhos, entre eles, a Greicy, aluna do Pró-Saber SP há 6 anos.

A Greicy tem 15 anos, e no Pró-Saber SP ela faz parte do programa Espaço de Protagonismo Social. Esse ano, passou no exame para ingressar no Ensino Médio na ALEF Paraisópolis, uma escola particular, dentro da comunidade. Assim, como o Antônio, jovem cheio de entusiasmo, que conquista a todos com a sua simpatia.

Antônio fazendo uma das coisas que mais gosta: tocando na banda Tocando a real

Antônio fazendo uma das coisas de que mais gosta: tocando na banda Tocando a Real

 

Graicy, filha de Maria Lúcia, soltando a voz na banda Tocando a Real

Greicy, filha de Maria Lúcia, soltando a voz na banda Tocando a Real

Da Porta Para Dentro também traz duas funcionárias do Pró-Saber SP, Márcia Félix e Cristiane Mendes. A Márcia está no Pró-Saber SP há 10 anos. Maria conheceu a Márcia em uma de suas andanças pela comunidade. Márcia tinha uma escolinha no quinta de casa, já foi educadora e hoje trabalha como mediadora comunitária, participando de todas as reuniões e visitas domiciliares que realizamos. Também coordena o nosso famoso Bazar da Pechincha, uma importante fonte de renda para a manutenção dos projetos.

Márcia com sua alegria e disposição na Festa Junina do Programa Pró Ler e Brincar

Márcia com sua alegria e disposição na Festa Junina do Programa Pró Ler e Brincar

 

Professora Cris Mendes, a contadora de histórias e atriz Analu Lacombe, com sua turma

Professora Cris Mendes, com a contadora de histórias e atriz Analu Lacombe e a professora Melissa, e a turminha 2016

Cristiane Mendes, carinhosamente conhecida como Cris, formou-se em Pedagogia, após mudar-se de Pernambuco para São Paulo.

Se você ainda não assistiu ao vídeo Da Porta Para Dentro, é só dar o play!

O vídeo Da Porta Para Dentro foi dirigido por Renata Sauda, com apoio do Instituto CSHG.

Quem tem medo do lobo mau?

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Untitled design (8)De Fevereiro a Abril desse ano, a atriz e contadora de histórias, Analu Lacombe, desenvolveu o projeto Quem tem medo do lobo mau? com as crianças do Pró-Saber SP, alunas da professora Cris Mendes e da professora Melissa, da EMEF Prof. Paulo Freire.

O resultado foi a criação e apresentação de uma história criada pelas crianças: Maria, Rafael e os Lobos, e uma história criada e contada por Analu. As crianças criaram toda a apresentação e fizeram um grande lobo, feito com a colagem de materiais diversos.

Confira o bate-papo que fizemos com a Analu Lacombe!

– Quais são os seus projetos atuais?

Estou com este projeto “Quem tem medo do Lobo mau” com incentivo do PROAC, edital de criação literária, para escrever uma história para crianças com esta personagem. A criação será feita a partir do material recolhido em encontros com 3 grupos de crianças de 3 instituições diferentes. Devo lançar o resultado na Flipinha em junho.
Vou estrear meu novo espetáculo em Agosto, desta vez para o público adulto A Cartomante, criado a partir do conto de mesmo nome de Machado de Assis.
Também lançarei um livro novo, que já está pronto, só falta ir para a gráfica. Uma nova parceria com Ivo Minkovicius, com quem já fiz o livro Pedalando, Pedalendo, Pedalindo.

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– Como foi o projeto desenvolvido com os educandos do Pró-Saber SP? Qual foi o motivo da escolha por lobos?

Escolhi o lobo por perceber que esta personagem é emblemática para as crianças . Eles temem e sentem atração por ele.Representa os medos, o lado sombrio, agressivo, devorador.
Achei que valia revisitar esta figura e encontrar outras maneiras de se relacionar com ela.

– Como você conheceu o Pró-Saber SP?

Conheço o Pró-Saber do Rio de Janeiro, onde minha mãe, psicopedagoga, fez vários projetos, inclusive a edição de um livro que fizemos juntas Acender um Fogo – O Jogo e o Teatro na Escola, que derivou numa exposição linda no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Assim conheci a Maria (fundadora do Pró-Saber SP). Quando ela começou o projeto em São Paulo acompanhei o processo e, sempre que possível, proponho parceria e os convido para meus espetáculos .

– Qual o papel da contação de histórias na formação das crianças?

Fundamental. As histórias propiciam o contato com um mundo simbólico riquíssimo que dá à criança suporte para lidar com o mundo real. Através das histórias podem elaborar seus medos, seus desejos e frustrações e viver experiências imaginárias que irão contribuir para se fortalecer para lidar com as experiências reais.
Além disso, propiciam o encontro das crianças com o livro e assim dar significado à árdua tarefa da alfabetização. O desejo pelas histórias cria o desejo pela leitura.

– Como o (a) professor (a) pode trabalhar a contação de histórias em sala de aula?

Esta é uma longa conversa. São infinitas as maneiras, mas o principal é proporcionar um ambiente agradável , prazeroso sem a preocupação em transmitir conteúdo e sim uma viagem imaginária divertida e empolgante.

– Quais recursos são interessantes para se utilizar durante a contação?

Podemos usar muitos recursos, mas nenhum é tão importante quanto a palavra, a história em si. Ela é a protagonista, nenhum objeto, música ou fantasia pode estar à frente da narrativa.

Untitled design (15)– Quais livros você recomendaria para que pais e professores desenvolvam a construção de histórias junto com as crianças?

Gramática da Fantasia, de Gianni Rodari. Um clássico que deve fazer parte da estante de pais e professores .
O meu livro Quanta História Numa História também traz o relato de algumas experiências que vivi criando histórias com crianças em hospitais e na AACD.

Educação Integral

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No período da MANHÃ atendemos 80 crianças entre 6 e 8 anos – todas alunas da EMEF Prof. Paulo Freire no período da tarde.

São 4 turmas de 20 crianças e as atividades oferecidas no Pró-Saber SP são complementares ao currículo escolar – ampliam e aprofundam linguagens não contempladas pela escola.

A espinha dorsal do nosso trabalho é a alfabetização. Entendemos que a criança que sabe ler e escrever tem a chave para uma escolaridade de sucesso.

As crianças recebem café da manhã, lanche e almoço.

Horário:  Das 9h às 13h30.

Felipe ficou tão sabido que agora escreve tudo que a gente pede. Se eu estudasse aqui queria aprender a ler e escrever também.
Severina ferreira dos Santos, mãe do Felipe 

 

… O incentivo que vocês dão a leitura é muito grande, então isso ajudou ela a se desenvolver, ela está lendo muito bem. Se eu estudasse aqui queria melhorar minha leitura. Tenho preguiça de ler… meu sonho é ver Gabi numa boa faculdade.
Raimunda Vandelice Trindade dos Santos, mãe da Gabriela

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