Quem tem medo do lobo mau?

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  • 29 de April de 2016

Untitled design (8)De Fevereiro a Abril desse ano, a atriz e contadora de histórias, Analu Lacombe, desenvolveu o projeto Quem tem medo do lobo mau? com as crianças do Pró-Saber SP, alunas da professora Cris Mendes e da professora Melissa, da EMEF Prof. Paulo Freire.

O resultado foi a criação e apresentação de uma história criada pelas crianças: Maria, Rafael e os Lobos, e uma história criada e contada por Analu. As crianças criaram toda a apresentação e fizeram um grande lobo, feito com a colagem de materiais diversos.

Confira o bate-papo que fizemos com a Analu Lacombe!

– Quais são os seus projetos atuais?

Estou com este projeto “Quem tem medo do Lobo mau” com incentivo do PROAC, edital de criação literária, para escrever uma história para crianças com esta personagem. A criação será feita a partir do material recolhido em encontros com 3 grupos de crianças de 3 instituições diferentes. Devo lançar o resultado na Flipinha em junho.
Vou estrear meu novo espetáculo em Agosto, desta vez para o público adulto A Cartomante, criado a partir do conto de mesmo nome de Machado de Assis.
Também lançarei um livro novo, que já está pronto, só falta ir para a gráfica. Uma nova parceria com Ivo Minkovicius, com quem já fiz o livro Pedalando, Pedalendo, Pedalindo.

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– Como foi o projeto desenvolvido com os educandos do Pró-Saber SP? Qual foi o motivo da escolha por lobos?

Escolhi o lobo por perceber que esta personagem é emblemática para as crianças . Eles temem e sentem atração por ele.Representa os medos, o lado sombrio, agressivo, devorador.
Achei que valia revisitar esta figura e encontrar outras maneiras de se relacionar com ela.

– Como você conheceu o Pró-Saber SP?

Conheço o Pró-Saber do Rio de Janeiro, onde minha mãe, psicopedagoga, fez vários projetos, inclusive a edição de um livro que fizemos juntas Acender um Fogo – O Jogo e o Teatro na Escola, que derivou numa exposição linda no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Assim conheci a Maria (fundadora do Pró-Saber SP). Quando ela começou o projeto em São Paulo acompanhei o processo e, sempre que possível, proponho parceria e os convido para meus espetáculos .

– Qual o papel da contação de histórias na formação das crianças?

Fundamental. As histórias propiciam o contato com um mundo simbólico riquíssimo que dá à criança suporte para lidar com o mundo real. Através das histórias podem elaborar seus medos, seus desejos e frustrações e viver experiências imaginárias que irão contribuir para se fortalecer para lidar com as experiências reais.
Além disso, propiciam o encontro das crianças com o livro e assim dar significado à árdua tarefa da alfabetização. O desejo pelas histórias cria o desejo pela leitura.

– Como o (a) professor (a) pode trabalhar a contação de histórias em sala de aula?

Esta é uma longa conversa. São infinitas as maneiras, mas o principal é proporcionar um ambiente agradável , prazeroso sem a preocupação em transmitir conteúdo e sim uma viagem imaginária divertida e empolgante.

– Quais recursos são interessantes para se utilizar durante a contação?

Podemos usar muitos recursos, mas nenhum é tão importante quanto a palavra, a história em si. Ela é a protagonista, nenhum objeto, música ou fantasia pode estar à frente da narrativa.

Untitled design (15)– Quais livros você recomendaria para que pais e professores desenvolvam a construção de histórias junto com as crianças?

Gramática da Fantasia, de Gianni Rodari. Um clássico que deve fazer parte da estante de pais e professores .
O meu livro Quanta História Numa História também traz o relato de algumas experiências que vivi criando histórias com crianças em hospitais e na AACD.

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